Perdi meu bebe quando estava gravida de 9 meses
Maiores sofrimentos da minha vida
Nesse relato de hoje, pretendo contar o que me aconteceu, nas 2 perdas terríveis em minha vida. Eu já contei como foi que o Eduardo, meu filho que hoje tem 6 anos nasceu. Mas ele não é meu primogênito.
Quando eu tinha 19 anos fiquei gravida, e como toda mãe, fiquei muito feliz...
Tive muitos enjoos, mas até aí tudo normal, já que quase todas as mulheres que eu conheço se sentem assim. Quando eu havia completado 4 meses de gestação, tive um pequeno sangramento (uma gota de sangue apenas). Fui a minha médica, e ela me mandou fazer um ultrassom. Aqui em Pirenópolis não tem muita opção, ainda mais final de semana. Fui em Anápolis, acompanhada apenas pelo meu pai, o medico nos atendeu... ligou os aparelhos... fez a ultra... desligou os aparelhos...Pediu para chamar meu pai... e disse com uma voz calma --- O feto esta sem vida. Aparentemente ele foi mal formado.
Sabe quando você não entende (ou não quer entender) o que esta acontecendo?
Pois é. Eu já amava aquele bebe.
Eu o queria mais do que tudo. Sonhava com o dia em que ele mexeria na minha barriga, com o dia em que eu descobriria o sexo, com o dia do seu nascimento...
Saímos da clinica e voltamos para a casa. Foi uma noite terrível pra mim. Eu não conseguia me conformar com essa ideia.
No outro dia voltamos à Anápolis e fui para o hospital santa casa. Fiquei internada durante 5 dias. Nesse período era colocado dentro de mim remédios abortivos que deveriam fazer com que o meu corpo expulsasse o bebe. Mas durante esse período eu perdia apenas sangue. Depois de 5 dias um médico teve misericórdia de mim, Dr José Sidiney , ele fez uma coletagem e no mesmo dia, fui pra casa.
Depois de passar por essa situação, fiquei um pouco traumatizada. Mas depois de 1 ano fiquei gravida novamente.
Logo que eu descobri que estava gravida, começaram as complicações. Eu tinha muito sangramento, colicas e enjoos e tive que ficar deitada por 6 meses. Quando eu estava gravida de 16 semanas, descobri... era uma menina. Não dava pra explicar o tamanho da minha alegria. E o nome já estava na ponta da língua, Luára... Luára Yasmim.
Após completar os 6 meses, minha gravidez ficou normal. Já não tinha nenhum sintoma ruim, eu estava radiante e orgulhosa. Sempre bordando o enxoval, a cor escolhida foi o pink. Comprei muita coisa, lavei, passei e fiz as malas. A cada ultrassom e a aproximação da hora do nascimento, mais feliz eu ficava. Eu tinha muito orgulho de dizer que estava gravida de uma menina. Nessa foto eu estava no finalzinho da gravidez.
Dia 03 de abril, eu brinquei com a Luára na minha barriga o dia todo, sentia seus chutinhos e conversei muito com ela. Quando fui dormir ela estava soluçando. Dormi bem nessa noite e acordei dia 04, fui fazer as coisas da casa e depois bordar a ultima toalhinha que faltava para o enxoval pois já era quarta feira e meu parto seria sábado. Brinquei com a Luára e ela não mecheu. Foi assim a tarde inteira eu esperando os movimentos dela e nada. Liguei pra minha vó Ana e ela disse que provavelmente ela nasceria essa noite, que era assim mesmo e que eu deveria andar a pé. Andei uns 2 quilômetros até chegar na casa da minha vó. Fiquei lá um pouco e decidi ir embora e no caminho passar no hospital para ouvir o coração da bebe. Chegando lá, por volta de 19 horas um médico muito mal humorado me atendeu (SUS né?). Ele tentou ouvir o coração, mas não conseguiu, e disse que eu deveria ir em Anápolis fazer uma ultra pra saber o que estava acontecendo, mas que eu não deveria me preocupar, e deveria levar as roupas dela, porque minha barriga estava muito baixa e provavelmente ela nasceria logo.
Ingenuamente fui pra casa, liguei pra minha família, arrumei as coisas, tomei banho e fomos para Anápolis. Chegamos lá já eram 23:30.
Assim que chegamos fui atendida. O médico de plantão tentou ouvir o coração do bebe e mais uma vez não conseguiu, fez também um exame de toque, e não tinha nenhum sinal de parto. Pediu então que eu fosse a outro hospital para fazer uma ultra, já que era muito tarde e nesse horário nesse hospital não tinha médico que fizesse. Entrei na ambulância e fomos para o outro hospital. Enquanto isso minha mãe e meu pai ficaram na porta do hospital esperando eu voltar.
Chegando na ultra, me deitei, ergui a bata, e veio um médico muito jovem para realizar o exame. Ele ligou os aparelhos, começou a passar na minha barriga e me disse: ---Você já sabe o sexo do bebe?
Eu disse:---É uma menina. Mas confere aí rsrsr
Mal sabia eu o que me esperava.
O médico disse: ---É uma menina... Sinto muito, mas ela esta SEM VIDA.
Sabe a sensação de um buraco se abrir embaixo dos seus pés? Foi o que eu senti. Não dava pra acreditar que a minha filha, amor da minha vida, morreria assim, sem que eu pudesse ter o direito de carregar, amar, amamentar. O que eu deveria fazer com todos aqueles sonhos que eu tinha. As lagrimas saiam sem parar, sem me importar se alguém estava vendo ou o que estavam pensando. Minha filha estava ali, dentro da minha barriga e morta. É claro que eu não acreditava naquilo, aquele médico com certeza estava errado.
Voltamos para o hospital. A ambulância parou. Quando abriu a porta, eu desci, me ajoelhei no chão e gritei pra minha mãe que estava do outro lado: ---Mããããeeeee!!!!!!!!!!! A Luára morreu.
Eu acho que minha mãe quase morreu com a noticia, principalmente com o jeito de dar a noticia.
Entramos no hospital e falamos com o médico de plantão, e ele disse que eu ficaria internada esperando pelo parto NORMAL. Com assim normal se minha filha estava morta. Mas esse era o procedimento para quem seria atendida pelo SUS. Minha família voltou pra casa e eu fiquei lá sozinha. Eu já estava com dor, mas não sabia. Só tinha 1 hora que o médico tinha feito o toque, mesmo assim chamei a enfermeira e me queixei da dor. Ela me entregou seu relógio e disse que eu deveria ver de quanto em quanto tempo vinha essa dor. As dores vinham de 3 em 3 minutos. Ela fez outro toque e já tinha 6 centímetros de dilatação. Minha filha já ia "nascer".
Fui levada para a sala de pré-parto e me colocaram o soro.
Poucas gotas que o soro pingou e a dor aumentou muito. Ainda me angustio muito ao contar essa historia, porque além da dor emocional a dor física era pra mim insuportável. Eu estava ali, sozinha e sem orientação sobre como eu deveria agir para ajudar o meu corpo a conduzir o parto. Eu fiquei deitada com as pernas fechadas sem gritar (não que eu não quisesse, eu não conseguia) durante todo o processo. Logo veio a força. E eu sabia que eu tinha que fazer força, mas com as pernas fechadas.
Depois de fazer umas 4 forças senti minha bolsa estourar e algo sair. Tirei o lençol que cobria minhas pernas e a enfermeira que dormia deitada sobre o balcão viu e gritou o médico.
Quando eles chegaram no quarto, me mandaram abrir as pernas, mas eu balancei a cabeça, dizendo que eu não conseguia. O medico segurou em um joelho e a enfermeira em outro e a cabeça dela saiu. Fiz mais uma força dia 05/04/2007 as 06:30 ela nasceu... Eu ainda esperei, na minha ingenuidade que ela chorasse e que tudo aquilo de morte fosse engano.
Eu pedi imediatamente pra pega-la. E eu a vi pela primeira vez e não era engano.
O médico disse então que ela tinha 5 voltas do cordão umbilical no pescoço e que aquilo era raríssimo.
Muito rapidamente eles a levaram pra tomar banho e eu fui pra sala de parto para retirar a placenta que estava pregada. Sofri muito com a retirada do restante da placenta que demorou por volta de 1 hora. Quando tudo terminou, eu pedi pra pega-la antes que ela fosse pro IML.
Eles me entregaram ela. Ficamos nos duas ali por uns 20 minutos. Ela era linda... Cabelos bem pretinhos, bochechas bem rosadas. Pesava 2.850 Kg e media 48 cm. Eu disse a ela que ela era minha bonequinha e que eu a amava com todas as minhas forças, que eu nunca iria esquece-lá.
Tirei todo o pano que ela estava enrolada para ver como ela seu corpinho.
E ela foi levada.
Eu fiquei internada dia 5 e fomos embora dia 6 direto para o ultimo lugar do mundo que eu imaginava ir.
Eu sai do hospital com o seio bem cheio de leite. Quando eu saí na porta do hospital, lá estava o carro da funerária me esperando. Me sentei no banco da frente e olhei para traz. Lá estava o calçãozinho branco.
Viemos para pirenopolis e fomos direto para o cemitério, onde toda minha família me esperava. E velamos minha bonequinha, que usou o macacãozinho verde que eu havia comprado pra ela com tanto amor, esperando que ela usasse assim que nascesse.
Enterramos ela na sexta feira da paixão, e com ela muitos sonhos.
A partir daí, não comemoro mais a pascoa com alegria. E não deixo de pensar na minha filha nem um dia da minha vida. Hoje ela completaria 7 anos se estivesse aqui.
No próximo relato conto como foi que aprendi a lidar com essa dor e segui com a minha vida.
Nesse relato de hoje, pretendo contar o que me aconteceu, nas 2 perdas terríveis em minha vida. Eu já contei como foi que o Eduardo, meu filho que hoje tem 6 anos nasceu. Mas ele não é meu primogênito.
Quando eu tinha 19 anos fiquei gravida, e como toda mãe, fiquei muito feliz...
Tive muitos enjoos, mas até aí tudo normal, já que quase todas as mulheres que eu conheço se sentem assim. Quando eu havia completado 4 meses de gestação, tive um pequeno sangramento (uma gota de sangue apenas). Fui a minha médica, e ela me mandou fazer um ultrassom. Aqui em Pirenópolis não tem muita opção, ainda mais final de semana. Fui em Anápolis, acompanhada apenas pelo meu pai, o medico nos atendeu... ligou os aparelhos... fez a ultra... desligou os aparelhos...Pediu para chamar meu pai... e disse com uma voz calma --- O feto esta sem vida. Aparentemente ele foi mal formado.
Sabe quando você não entende (ou não quer entender) o que esta acontecendo?
Pois é. Eu já amava aquele bebe.
Eu o queria mais do que tudo. Sonhava com o dia em que ele mexeria na minha barriga, com o dia em que eu descobriria o sexo, com o dia do seu nascimento...
Saímos da clinica e voltamos para a casa. Foi uma noite terrível pra mim. Eu não conseguia me conformar com essa ideia.
No outro dia voltamos à Anápolis e fui para o hospital santa casa. Fiquei internada durante 5 dias. Nesse período era colocado dentro de mim remédios abortivos que deveriam fazer com que o meu corpo expulsasse o bebe. Mas durante esse período eu perdia apenas sangue. Depois de 5 dias um médico teve misericórdia de mim, Dr José Sidiney , ele fez uma coletagem e no mesmo dia, fui pra casa.
Depois de passar por essa situação, fiquei um pouco traumatizada. Mas depois de 1 ano fiquei gravida novamente.
Logo que eu descobri que estava gravida, começaram as complicações. Eu tinha muito sangramento, colicas e enjoos e tive que ficar deitada por 6 meses. Quando eu estava gravida de 16 semanas, descobri... era uma menina. Não dava pra explicar o tamanho da minha alegria. E o nome já estava na ponta da língua, Luára... Luára Yasmim.
Após completar os 6 meses, minha gravidez ficou normal. Já não tinha nenhum sintoma ruim, eu estava radiante e orgulhosa. Sempre bordando o enxoval, a cor escolhida foi o pink. Comprei muita coisa, lavei, passei e fiz as malas. A cada ultrassom e a aproximação da hora do nascimento, mais feliz eu ficava. Eu tinha muito orgulho de dizer que estava gravida de uma menina. Nessa foto eu estava no finalzinho da gravidez.
Dia 03 de abril, eu brinquei com a Luára na minha barriga o dia todo, sentia seus chutinhos e conversei muito com ela. Quando fui dormir ela estava soluçando. Dormi bem nessa noite e acordei dia 04, fui fazer as coisas da casa e depois bordar a ultima toalhinha que faltava para o enxoval pois já era quarta feira e meu parto seria sábado. Brinquei com a Luára e ela não mecheu. Foi assim a tarde inteira eu esperando os movimentos dela e nada. Liguei pra minha vó Ana e ela disse que provavelmente ela nasceria essa noite, que era assim mesmo e que eu deveria andar a pé. Andei uns 2 quilômetros até chegar na casa da minha vó. Fiquei lá um pouco e decidi ir embora e no caminho passar no hospital para ouvir o coração da bebe. Chegando lá, por volta de 19 horas um médico muito mal humorado me atendeu (SUS né?). Ele tentou ouvir o coração, mas não conseguiu, e disse que eu deveria ir em Anápolis fazer uma ultra pra saber o que estava acontecendo, mas que eu não deveria me preocupar, e deveria levar as roupas dela, porque minha barriga estava muito baixa e provavelmente ela nasceria logo.
Ingenuamente fui pra casa, liguei pra minha família, arrumei as coisas, tomei banho e fomos para Anápolis. Chegamos lá já eram 23:30.
Assim que chegamos fui atendida. O médico de plantão tentou ouvir o coração do bebe e mais uma vez não conseguiu, fez também um exame de toque, e não tinha nenhum sinal de parto. Pediu então que eu fosse a outro hospital para fazer uma ultra, já que era muito tarde e nesse horário nesse hospital não tinha médico que fizesse. Entrei na ambulância e fomos para o outro hospital. Enquanto isso minha mãe e meu pai ficaram na porta do hospital esperando eu voltar.
Chegando na ultra, me deitei, ergui a bata, e veio um médico muito jovem para realizar o exame. Ele ligou os aparelhos, começou a passar na minha barriga e me disse: ---Você já sabe o sexo do bebe?
Eu disse:---É uma menina. Mas confere aí rsrsr
Mal sabia eu o que me esperava.
O médico disse: ---É uma menina... Sinto muito, mas ela esta SEM VIDA.
Sabe a sensação de um buraco se abrir embaixo dos seus pés? Foi o que eu senti. Não dava pra acreditar que a minha filha, amor da minha vida, morreria assim, sem que eu pudesse ter o direito de carregar, amar, amamentar. O que eu deveria fazer com todos aqueles sonhos que eu tinha. As lagrimas saiam sem parar, sem me importar se alguém estava vendo ou o que estavam pensando. Minha filha estava ali, dentro da minha barriga e morta. É claro que eu não acreditava naquilo, aquele médico com certeza estava errado.
Voltamos para o hospital. A ambulância parou. Quando abriu a porta, eu desci, me ajoelhei no chão e gritei pra minha mãe que estava do outro lado: ---Mããããeeeee!!!!!!!!!!! A Luára morreu.
Eu acho que minha mãe quase morreu com a noticia, principalmente com o jeito de dar a noticia.
Entramos no hospital e falamos com o médico de plantão, e ele disse que eu ficaria internada esperando pelo parto NORMAL. Com assim normal se minha filha estava morta. Mas esse era o procedimento para quem seria atendida pelo SUS. Minha família voltou pra casa e eu fiquei lá sozinha. Eu já estava com dor, mas não sabia. Só tinha 1 hora que o médico tinha feito o toque, mesmo assim chamei a enfermeira e me queixei da dor. Ela me entregou seu relógio e disse que eu deveria ver de quanto em quanto tempo vinha essa dor. As dores vinham de 3 em 3 minutos. Ela fez outro toque e já tinha 6 centímetros de dilatação. Minha filha já ia "nascer".
Fui levada para a sala de pré-parto e me colocaram o soro.
Poucas gotas que o soro pingou e a dor aumentou muito. Ainda me angustio muito ao contar essa historia, porque além da dor emocional a dor física era pra mim insuportável. Eu estava ali, sozinha e sem orientação sobre como eu deveria agir para ajudar o meu corpo a conduzir o parto. Eu fiquei deitada com as pernas fechadas sem gritar (não que eu não quisesse, eu não conseguia) durante todo o processo. Logo veio a força. E eu sabia que eu tinha que fazer força, mas com as pernas fechadas.
Depois de fazer umas 4 forças senti minha bolsa estourar e algo sair. Tirei o lençol que cobria minhas pernas e a enfermeira que dormia deitada sobre o balcão viu e gritou o médico.
Quando eles chegaram no quarto, me mandaram abrir as pernas, mas eu balancei a cabeça, dizendo que eu não conseguia. O medico segurou em um joelho e a enfermeira em outro e a cabeça dela saiu. Fiz mais uma força dia 05/04/2007 as 06:30 ela nasceu... Eu ainda esperei, na minha ingenuidade que ela chorasse e que tudo aquilo de morte fosse engano.
Eu pedi imediatamente pra pega-la. E eu a vi pela primeira vez e não era engano.
O médico disse então que ela tinha 5 voltas do cordão umbilical no pescoço e que aquilo era raríssimo.
Muito rapidamente eles a levaram pra tomar banho e eu fui pra sala de parto para retirar a placenta que estava pregada. Sofri muito com a retirada do restante da placenta que demorou por volta de 1 hora. Quando tudo terminou, eu pedi pra pega-la antes que ela fosse pro IML.
Eles me entregaram ela. Ficamos nos duas ali por uns 20 minutos. Ela era linda... Cabelos bem pretinhos, bochechas bem rosadas. Pesava 2.850 Kg e media 48 cm. Eu disse a ela que ela era minha bonequinha e que eu a amava com todas as minhas forças, que eu nunca iria esquece-lá.
Tirei todo o pano que ela estava enrolada para ver como ela seu corpinho.
E ela foi levada.
Eu fiquei internada dia 5 e fomos embora dia 6 direto para o ultimo lugar do mundo que eu imaginava ir.
Eu sai do hospital com o seio bem cheio de leite. Quando eu saí na porta do hospital, lá estava o carro da funerária me esperando. Me sentei no banco da frente e olhei para traz. Lá estava o calçãozinho branco.
Viemos para pirenopolis e fomos direto para o cemitério, onde toda minha família me esperava. E velamos minha bonequinha, que usou o macacãozinho verde que eu havia comprado pra ela com tanto amor, esperando que ela usasse assim que nascesse.
Enterramos ela na sexta feira da paixão, e com ela muitos sonhos.
A partir daí, não comemoro mais a pascoa com alegria. E não deixo de pensar na minha filha nem um dia da minha vida. Hoje ela completaria 7 anos se estivesse aqui.
No próximo relato conto como foi que aprendi a lidar com essa dor e segui com a minha vida.

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